Quinta-feira, Novembro 26, 2009

Pequeno apontamento...

Já repararam que os militares têm todos o rabo arrebitado?

Será que é por andarem sempre com as mãos atrás das costas, deforma a coluna?

Deu-me para pensar nisto...

Blog diary

Estou a apanhar uma seca desgraçada e resta-me apenas divagar no meu blog (quer dizer...há coisas mais produtivas que podia fazer, mas...).

Ontem vi o filme Julia& Julie e ocorrem-me agora imensas ideias do que se poderia fazer e relatar num blog:

- Kamasutra (uma posição por dia)
- Uma partida por dia ao chefe
- Uma desculpa para não haver sexo diária
- Comer um insecto diferente em cada dia
- Ler um livro por semana
- Engatar um desconhecido todas as sextas
- Fazer uma coisa boa a alguém todos os dias
- Fazer uma tatuagem por dia/semana
- Ir mascarado de um super heroi diferente para o trabalho todos os dias durante X tempo
- Engatar a mulher mais feia do bar uma vez por semana
- Comer galinha de uma maneira diferente todos os dias durante X tempo
- Não tomar banho durante X dias e relatar reacções
- Ir preso uma vez por semana
- Conhecer um mendigo diferente por semana
- Bater a uma porta desconhecida e convidarmo-nos para jantar uma vez por semana

...e agora não me lembro de mais.

E se calhar até vou fazer uma delas... Vou pensar nisso.

Quarta-feira, Novembro 25, 2009

A Rainha da noite... por uma noite.

A noite... tem várias utilidades. Uns encontram-se com amigos, outros conhecem pessoas novas, outros dançam, outros bebem e depois "dançam", mas o mais vulgar objectivo da noite é o sexo oposto.

Para uns, geralmente do sexo masculino (não olvidando a cada vez maior percentagem de mulheres que faz o mesmo), procuram uma presa, fácil, mas não oferecida, porque a luta é o que lhes dá gozo, que, por uma noite, será a sua rainha, por uma noite o seu corpo será o único templo, por uma noite são dela.

Esses "predadores reais" parecem genuinamente encantados com as suas rainhas. São servos ao suportar as longas horas no bar para lhes dar de beber, são trovadores nos elogios que lhes tecem e são encantadores de cobras, hipnotizando-as com esse olhar encantado enquanto dançam na pista.

Chega a hora de ir embora. Dependendo da personalidade, auto-estima e/ou grau de alcolémia da dama, o cavaleiro consegue levá-la para o seu castelo (vulgo carro num sítio recôndito, casa dele ou casa dela). Parados fazem longos momentos de silêncio aparentemente avassalados com a beleza da sua rainha que, gradualmente se convence que é isso mesmo: um género de Cleópatra, poderosa.

Se já se conheciam, ele faz questão de referir momentos do passado causando espanto na sua ouvinte por achar que ele nem reparava nela... Se não se conheciam, ele diz que para ele uma mulher é um tesouro e que, hoje em dia, a maioria dos homens já não as trata como tal, e tem pena.

Nesta altura começa o contacto físico. Toca-lhe no braço. "Detesto os meus braços" - diz ela retraindo-se. "Os teus braços são lindos, macios, tens pele de bebé" Ela imediatamente devolve o braço e encosta-se um bocadinho mais. Rompida que está a barreira física, ele aproxima-se e olha profundamente para a boca dela, num quase beijo e afasta-se. Ela, aterrada que ele tenha encontrado algum tipo de falha na cara dela, aproxima-se dele e pergunta: "O que foi?" Ele faz um ar pesado e joga a carta da ex-namorada: "Sabes, tive uma relação muito longa com uma mulher e ela era tudo para mim. Mas descobri que me andava a enganar e agora tenho medo de confiar numa mulher."

No caso de uma mulher mais tolinha ou alcoolizada, o impulso é dar-lhe um beijo suave e demorado e dizer: "Eu nuca te faria mal". E convenhamos, alguém que esteja a engolir estas balelas há mais de 4 horas, só pode ser tola ou estar bêbeda...

E pronto, normalmente segue-se aquilo a que se chama um homem virgem, isto é, a mulher encara agora aquele homem com um menino assustado e quer tirar-lhe todos os medos, quer fazer amor com ele como se fosse a sua primeira vez.

Nós mulheres temos o grave defeito de querer consertá-los ou acreditar que os mudamos. E isso é fatal como o destino. Dêem-nos um homem quebrado que largamos tudo para o curar.

Por isso, é com satisfação que ela (a tola) acorda na manhã seguinte e nem se rala se ele está de calções e t-shirt e tem de sair a correr para ir jogar à bola, mas depois liga.

E toda a gente sabe que isso não acontece.

Podia explorar mais o tema das utilidades nocturnas, mas fica para outro post.

Deixo-vos com uma frase de uma das minhas músicas preferidas da Sarah Bettens:

"Don´t marry someone you met at a bar"

Pensar nisto? Que remédio....

Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Borboletas e avestruzes...

Já viram o filme Alien? Aquela parte em que sai o monstro extra-terrestre do estômago?

Pois é... I know the feeling. Aliás, acho que se houvesse um inquérito a nível mundial, todas as mulheres compreenderiam a sensação.

Começa por um formigueiro, umas cócegas mesmo por baixo do umbigo que vão crescendo até se formar uma colónia de formigas coceguentas na nossa barriga. Dá-nos vontade de rir, coisa que não fazemos visto ninguem ter contado uma anedota....

Conforme o desenrolar dos acontecimentos, esse formigueiro transforma-se em borboletas que nos acariciam as paredes do estômago com as suas asas e voam até à nossa cabeça, provocando-nos até tonturas. Nessa altura estamos quase descontroladas, um misto de uma moca de vinho e de erva, porque estamos moles e com um sorriso estúpido de um lado ao outro da cara. Dá-nos para abanar a perna, agarrar no telefone para ver se toca, mudar de canal ininterruptamente, roer as unhas, etc. É uma nervoseira!

Recentemente experimentei outro fenómeno. Deve ser da idade, a experiência e más experiências devem fazer evoluir as sensações. Mas voltando... este novo fenómeno é uma espécie totalemnte diferente: são avestruzes.

Loucas. Alojam-se no nosso estômago e vão-se mexendo, devagar e pesadamente, de um lado para o outro. Ficamos quase enjoadas! As avestruzes marcam uma mudança na nossa vida, ou a possibilidade de... O que nos liberta os medos e terrores de tudo aquilo que imaginamos que poderá correr mal. E no segundo em que não estamos a pensar nisso, a avestruz muda de sítio.

Mas é este o têmpero da vida. São estas cócegas que nos descontraem o corpo e nos fazem rir e acalmam, dentro do nervoso miudinho que estamos a sentir.

São avisos de que alguma coisa está a acontecer e que nos toca e muda de qualquer maneira.

Prefiro as formigas, borboletas e as avestruzes do que depois ter de engolir um sapo porque não reparei em nada...

Mas nem vale a pena pensar nisto.

Terça-feira, Novembro 10, 2009

À prova de bala

Levamos pancada. As relações, uma atrás da outra, umas que nem começam, outras que nunca mais acabam... levamos pancada.

E quem leva muita pancada, acaba por criar defesas, aprender golpes de karaté emocional para se proteger. Vivemos em estado de UNAGI - Total awareness (vide Friends, season 6) e essa concentração e constante previsão do que poderá correr mal, incapacita-nos de sentir, livre e plenamente.

Erguemos muros à nossa volta e depois choca-nos o facto de que não nos descobrem. Criamos barreiras e parece que são todos preguiçosos demais para as transpor.

Onde está o meio termo entre o salto para o infinito, em que se pode acabar esmigalhado no chão e a concha que nos fecha ao sentir?

Acreditamos que a felicidade está aí para nós, mas não conseguimos confiar que possa ser ela que está à nossa frente.

Vivemos cegos pelos olhos negros da pancada que levámos e enquanto não sararem, a vida, o amor, tem um tom roxo e dói.

A nossa tendência natural para nos darmos totalmente a alguém está bloqueada pela parede enorme que se ergue sempre que aparece alguém novo a quem nos parece que se calhar até nos poderíamos dar, mas... e se chocamos novamente contra a parede?

Um princípio de relação, que deveria ser uma etapa entusiasmante, acaba por ser uma angústia de medos e precipícios. A naturalidade que deveria caracterizar uma relação, foi substituída por jogos, calculados, matemáticos e frios. Não ages pelo sentimento, vives uma estratégia.

Resumimos o amor a uma análise SWOT e a romântica corte do Romeu e Julieta, dos príncipes e princesas, mais parece um jogo de Risco.

E quem perde a cabeça e morre de amores tem de fingir que não sente nada.

E, páginas tantas, passados tantos jogos, deixamos de conseguir sentir.

Segunda-feira, Outubro 26, 2009

Subsídio de Emprego...

Imaginem que vos contrataram para um cargo que envolve descascar cebolas e, realmente, sempre tiveste jeito para descascar cebolas.

Agora imaginem que o novo capataz da fábrica te diz, constantemente e muitas vezes aos berros, que tu não tens jeito para descascar cebolas.

"Mas que raio é que eu estou aqui a fazer se nem jeito para cortar cebolas tenho?"

É que às tantas, por mais certezas que se tenha sobre o talento (modéstias à parte), a pessoa começa a ter sérias dúvidas sobre as suas capacidades...

Água mole em pedra dura... e eu até sou durinha, mas já furou.

Desmotivação total. Quando toca o despertador de manhã para trabalhar sinto-me como um prisioneiro no Death Row a acordar no dia da injecção letal. Ou, pelo menos, acredito que a vontade seja a mesma (ausência dela neste caso.)

E não há alternativas... pelo menos não as encontro.

E só penso nisto.

:(

Quinta-feira, Outubro 15, 2009

Noutros tempos a fidalguia, que deu brado nas touradas!

Estico, estico, estico... e a corda parte sempre. Miraculosamente, aparece sempre nova e inteira. Um bocado como eu.

Roxette... música do meu tempo. Estranho haver coisas que são do meu tempo como se tivesse 90 anos e estivesse nostálgica a conversar com os meus netos sobre... outros tempos... aqueles que me pertencem.

Mas estou a ouvir Roxette. Voltar atrás no tempo, ao contrário de me fazer sentir velhota, faz-me rejuvenescer. Num acorde volto a ter 10, 15, 20... depende da música e da disposição da altura.
Numa frase revivo as alegrias e os desgostos, dos quais já me posso rir.
Numa música, uma vida.

"Recordar é viver"de facto, recordar é re-viver.

Life is good. O normal é não me lembrar disto, mas no fundo no fundo sei que é verdade.

E nisso, vale a pena pensar.

Sexta-feira, Outubro 09, 2009

OSRAM vs. UHU

Estranho... sinto literalmente que me partiram o coração. Como uma lâmpada estilhaçada, o desgraçado já não acende.

E agora paciência e o tempo que são precisos para colar os bocadinhos todos??? É que nestas coisas do coração, não dá para comprar um novo.

Não sei é se há por aí algum quarto que mereça a minha luz, por isso, por enquanto, vou-me deixando ficar às escuras. Quem sabe, pode aparecer alguém por aí com cola...

Mas nem vou pensar nisto.

Quarta-feira, Setembro 30, 2009

What a day!

Tem sido um daqueles dias! As minhas emoções foram à Feira Popular e estão a andar nos carrinhos de choque (de manhã foi na montanha-russa).

Nem as duas cervejas ao almoço me adiantaram. Quer dizer, serviram para me rir perdidamente com a estupidez que é a minha vida ultimamente...

Aliás, recebi a notícia de que uma ex paixão se ia casar e tive um ataque de choro misturado com um ataque de riso. TOTALLY MESSED UP!!!

(Devo referir que mal me lembro da existência da referida ex paixão mas isto de ser uma mulher à beira de um ataque de nervos dá para isso...)

Mas vou aproveitar porque este misto de querer chorar, gritar, rir e saltar pela janela deve produzir uma substância qualquer que dá um efeito parecido com o de Lexotan com licor de ananás - uma bela moca feeling!

E como este blog sempre foi especialmente dedicado aos mistérios do sexo oposto (neste caso o masculino) (às vezes o feminino também se enquadra quando me sinto um extraterrestre...), fica aqui um breve pensamento:

Não podemos viver sem eles, mas, no meu caso (chefe incluído), seriam umas merecidas férias.

...mas vou tentar não pensar muito nisso.

Terça-feira, Setembro 15, 2009

Dirty Dancing

Morreu o Patrick Swayze.

Não, este blog não pertence a uma pirralha de 15 anos que lê a Teenager e que desmaia só de pensar na Hannah Montana, mas o Patrick Swayze marcou a minha vida.

Bem, não o actor em si... vi cerca de dois filmes dele, mas o Johnny do Dirty Dancing.

Em primeiro lugar porque me lembro que, certa vez, estava eu no 6º ou 7º ano, ia com uma amiga alugar um filme e vimos a capa do dito filme. Imediatamente dissemos: É este.

Para nosso desgosto e revolta, a mãe dela proibiu-nos de o ver porque dizia que era ordinário.

Anos mais tarde, sedenta que estava da película proibida, vi o famigerado filme. E amei. Óbvio.

Sessões com amigas em que dizíamos as falas e imitávamos os passos de dança... Suspiros pelas costas do Johnny. Aprendemos que havia os good guys e os bad guys no que toca ao amor.

Era o filme em que o patinho feio, desajeitado e quase maria rapaz, a Baby, acabava com o homem mais giro! Deu-nos a todas esperança de que havia finais felizes.

Que lamechice. Eu sei. Mas cheguei ao 30 e nesta altura começamos a falar do passado e do que nos marcou. Mesmo que tenha sido um filmezinho em que eles só queriam dançar.

"Nobody puts Baby in a corner!" Aaahhh que homem.

RIP